domingo, 12 de janeiro de 2014

[Resenha] Dupla Falta + Era uma vez um Corredor


Pouquíssimas pessoas tem interesse em ler um livro quando a história desenvolve-se num mundo de esportes, confesso que eu também, porém quando vi que os livros estavam em promoções no Submarino e na Livraria Saraiva, decidi por fim à minha curiosidade com relação ao tema “esporte” e dei uma chance às leituras. O que eu não imaginava era que superariam minhas expectativas, a forma com que os autores escrevem, com que a história se desenvolve. Mas adianto a vocês, existem momentos onde a leitura é cansativa, principalmente na primeira metade dos livros, mas o desfecho de ambos são incríveis, com mensagens subliminares e personagens fantásticos. Indico a leitores que praticam qualquer modalidade de qualquer esporte e também para um público masculino.




Título: Dupla Falta
Autor: Lionel Shriver. 
Tradução: Débora Landsberg 
Editora: Intrínseca  
Páginas: 368 

No jogo de tênis, uma dupla falta ocorre quando um jogador comete dois erros consecutivos, dando assim um ponto ao oponente, e dentro desta trama criada pela Lionel Shriver, a protagonista é a rivalidade. Eric Oberdorf e Willy Novinsky são tenistas profissionais que sonham em estar entre os 100 melhores do mundo. Willy, com pouco mais de vinte anos, apaixonada pelo tênis desde os cinco, tem o esporte como sua razão de viver, determinada, ela entrega-se completamente ao jogo, até conhecer Eric. Um ano mais novo que Willy, Eric é um matemático prodígio e recém-formado, que analogamente nutre da mesma paixão pelo esporte, porém não obsessivamente e sim pelo “prazer” em jogar, como o próprio personagem afirma. O que ambos não esperavam era apaixonar-se um pelo outro. Desde então desenrola-se um relacionamento árduo, onde a ambição por parte de Willy tende a deteriorar todo o sentimento positivo que existe entre eles. “Ame a mim, ame meu jogo”, são as palavras de Willy. A rivalidade passa a ser constante, não somente em quadras, mas também na vida social do casal, daí iniciando um desbaratamento na vida da competitiva Willy, repleta de infortúnios no amor e no jogo, enquanto o prodígio Eric, segue como uma grade revelação no esporte. O que mais comove nesta história é o quão egoísta Willy se torna consigo mesma, ela consegue fazer uma autoanálise, enxergar seus erros e mesmo assim continuar imutável. 





Título: Era uma vez um Corredor
 • Autor: John L. Parker Jr. 
Tradução: Claudio Figueiredo 
Editora: Intrínseca
Páginas: 248 

Quenton Cassidy, atleta da Southeastern University, treina e se dedica fortemente para corridas de média distância, seu sonho é percorrer uma milha em menos de quatro minutos. Quando está prestes a atingir seu objetivo, desavenças começam a acontecer entre os competidores e supervisores do departamento de atletismo da universidade devido a um protesto organizado pelos seus colegas, ocasionando a suspensão dele da equipe de atletismo, mudando repentinamente o rumo da vida de Cassidy. Após ser expulso da equipe, Cassidy decide se isolar em uma cabana no meio do nada, e toma a decisão, de a partir de então, dedicar sua vida exclusivamente aos treinos. Sua vida passa a ser resumida em suor, dores, comida, leitura e solidão. Mas Cassidy não está totalmente sozinho como pensa, pois Bruce Denton, ganhador de uma medalha de ouro olímpica, prontifica-se a treinar Cassidy, daí desenvolvendo uma grande amizade entre eles. E finalmente a história chega ao seu ápice, pois chega o momento da competição de sua vida: uma disputa de igual para igual com um dos maiores nomes da história das corridas de uma milha. 


Por: Donizete Correa 
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